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Lucha indígena munduruku contra represa

Carta aberta do povo munduruku ao povo brasileiro

Fecha de publicación: 22 abril, 2015

Mediante Carta Abierta al pueblo brasileiro, los indígenas Munduruku se posicionan, una vez más, contra el proyecto hidroeléctrico São Luiz, que de ser construido, significaría un paso enorme hacia el exterminio de esta nación originaria del Brasil, hoy muy diezmada y en lucha por la demarcación efectiva de sus territorios, demanda que el gobierno federal no se ha dignado atender, como siempre, en beneficio de los grandes intereses empresariales por detrás de megaobras energéticas.

Em nome do povo Munduruku, representado aqui pelo cacique-geral Munduruku Arnaldo Caetano Kabá; cacique Juarez da aldeia Sawre Muybu; Josias Manhuari, coordenador da Associação Indígena Pussurú; Maria Leusa, coordenadora do Movimento Iperêg ayû; Adalto Akay, chefe dos guerreiros; Lucivaldo Karo, liderança da praia do Mangue; Valdeni Munduruku, líder da aldeia Teles-Pires.

Denunciamos e repudiamos o pronunciamento do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, sobre seu comentário em que afirma, em audiência pública no Congresso Nacional no dia 15/04/15, “ter bom diálogo com os Munduruku” sobre os empreendimentos de barragens no rio Tapajós, sendo que em nenhum momento o governo ou o Estado brasileiro abriu espaço para o diálogo.

Ao invés do diálogo, o governo enviou forças armadas para a nossa região na tentativa de nos intimidar, garantindo os estudos dos pesquisadores em nosso território, mesmo contra nossa vontade.

E assim como já nos manifestamos contra a construção dessas barragens em nossos rios, que ameaçam nosso modo de vida em assembléias e manifestações anteriores, voltamos a afirmar, através desta carta, que não aceitamos esse projeto de morte do governo.

Afirmamos que procuramos diálogo com o governo no começo deste ano quando entregamos nas mãos do ministro Miguel Rossetto, da Secretaria-Geral da Presidência da República, um protocolo de consulta prévia, construída pelo povo Munduruku no qual falamos como queremos ser consultados e NUNCA recebemos respostas do governo federal.

Aproveitamos a oportunidade para exigir a demarcação da Terra Indígena Sawre Muybu, no médio Tapajós.

Queremos reafirmar que não aceitaremos esses empreendimentos em nossos territórios e resistiremos bravamente pelas nossas vidas.

Sawe
Sawe
Sawe

Imagen: Agência Pública
Para conocer más sobre esta lucha, acessar los siguientes enlaces:
Brasil: Munduruku batallan por sus territorios frente a represas
A batalha pela fronteira Munduruku

Última modificación: 22 de abril de 2015 a las 18:50
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