Ingresar
Massacre de 28 camponeses na Guatemala. Estado de sítio é decretado.

Repressao aos povos indigenas e camponeses na América Latina

Fecha de publicación: 24 mayo, 2011

O departamento de Petén, no norte da Guatemala, permanece sobre estado de sítio desde as primeiras horas dessa terça-feira, lugar do massacre de 27 camponeses, baleados e decapitados no final de semana em um imóvel nessa região por supostos integrantes do cartel dos Los Zetas.

“Impusemos o estado de sítio em virtude dos fatos graves que ocorreram e que colocam em perigo a ordem constitucional, a governabilidade e a segurança do Estado. E ainda mais, para garantir a vida, a segurança e a tranquilidade dos moradores e de seus bens”, explicou o presidente da Guatemala, Alvaro Colom. O estado de sítio a princípio vale por um mês. A reportagem é do Página/12, 18-05-2011. A tradução é do Cepat.

O estado de sítio é acompanhado pelos operativos de controle e investigação que efetivos da Polícia Nacional Civil e dos ministérios da Defesa e Público desenvolvem no departamento e em outros pontos estratégicos do país. Em declarações aos meios de comunicação local, o ministro de governança, Carlos Menocal, informou que as forças de segurança guatemaltecas trabalham sob alerta máximo em nível nacional para poder encontrar os responsáveis pelos vinte e sete assassinatos. Pelo segundo dia consecutivo, Menocal acampanhou o mandatário e o titular da Defesa Juan José Ruiz à região do crime, lugar fronteiriço entre a Guatemala, México e Belize.

Com o estado de sítio instaurado, um grupo de efetivo policial enfrentou supostos delinquentes relacionados ao caso no centro do município petense da Liberdade, lugar do sítio Los Cocos, cenário da matança. Durante a manhã de ontem, realizaram-se dez investidas no município do crime e em regiões próximas. Ademais, três artefatos explodiram em diferentes pontos do país em lugares em que as forças de segurança desenvolveram ações.

No marco das ações de busca pelos responsáveis do crime, o governo invadiu uma casa em Petén. Ali trocou tiros com as pessoas que ocupavam a casa. Duas delas morreram. Outra, o ex-militar Hugo Francisco Chávez Méndez foi preso. Segundo a polícia, ele e o restante dos ocupantes são suspeitos de terem participado do assassinato dos 27 camponeses. Até o momento, as forças policiais conseguiram prender três carros aparentemente utilizados no massacre, armas e drogas.

As autoridades não duvidam que os responsáveis pelo massacre são integrantes do cartel mexicano Los Zetas, grupo que age no norte da Guatemala faz alguns anos. Em entrevista para uma rádio mexicana, Colom explicou que conta com o testemunho de três pessoas que foram retiradas da área, entre elas, uma que sobreviveu à matança e uma mulher grávida que os algozes deixaram que escapasse. “A presença de narcotraficantes é uma ameaça contra a governabilidade do país e da região, por isso precisamos enfrentá-los até colocá-los na cadeia”, disse Colom depois de anunciar o estado de sítio.

As autoridades policiais disseram que as investigações levaram a dois homens como responsáveis do massacre. Um deles seria Pedro ou Flavio Méndez Santiago. O homem leva a alcunha de Z200, inscrição que a polícia encontrou no sítio Los Cocos ao lado dos 27 cadáveres decapitados. O outro suspeito é Rudy Ottoniel Salguero, o proprietário do imóvel, que os pistoleiros iriam assassinar quando se encontraram com os agricultores. Segundo as autoridades, Salgueiro teria forte vínculo com o narcotráfico.

Não é a primeira vez que o governo aplica o estado de sítio. Faz pouco, e também devido à ação dos Los Zetas, as autoridades nacionais aplicaram o estado de exceção em outros dois departamentos do norte entre dezembro e fevereiro.

Agora, a aplicação do estado de sítio em Péten foi considerada insuficiente pelas organizações humanitária locais. Jorge Santos, do Centro Internacional em Pesquisa de Direitos Humanos (Ciidh), disse que “para responder à extrema violência que sofre o país exige-se medidas integrais, como o fortalecimento do Estado e forte presença policial lutar frontalmente contra aqueles que geram impunidade”.

Indígenas bolivianos dizem não à estrada

Indígenas do Território Indígena e Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS), na Bolívia, anunciaram o inicio de mobilizações como medidas de resistência à construção da estrada Villa Tunari – San Ignacio de Moxos. A obra novamente ameaça dividir seu território logo que a Assembleia Legislativa Plurinacional do país aprovasse o Projeto de Lei 0345, que ratifica o contrato de colaboração financeira assinado entre a Bolívia e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) do Brasil para a construção da rodovia.

A repoirtagem é de Giovanny Vera Stephanes, publicada por O Eco Amazônia e reproduzida por Amazônia.org.br, 18-05-2011.

“A estrada, que atravessará o parque nacional em sua zona mais frágil, terá um enorme custo socioambiental e também econômico (U$ 332 milhões financiados por Brasil, de um total de U$ 415 milhões), além de ser uma ameaça para as etnias indígenas que moram na região”, explica Ángela Nosa, comunitária e ex-dirigente da Central de Povos Étnicos Moxenhos do Beni (CPEMB). Em 2010 os povos Moxenho, Yurakaré e Tsimane já haviam decretado sua “rejeição contundente e inegociável à construção da rodovia Villa Tunari – San Ignacio de Moxos” em um Encontro de Líderes Regionais. No entanto, como afirma Nosa, “o governo tem invisibilizado a presença e a decisão dos indígenas do parque e não leva a sério o mandato de sua nova lei contra o racismo e a discriminação”. A partir de maio serão realizadas reuniões com comunidades do TIPNIS para tomada de decisões sobre as medidas a assumir, caso a Assembleia Legislativa não retroceda.

Os povos indígenas afirmam que não foram consultados e reclamam sua participação e consulta sobre o projeto da estrada. “Queremos respeito por parte do governo aos nossos direitos”, reclama Ángela Nosa, ao indicar que nem sequer foram informados sobre o impacto ambiental que a rodovia implicaria. “As comunidades da zona estão em alerta. Nosso habitat está ameaçado, somos conscientes de que este projeto impactará todos os recursos, a biodiversidade e implicará o deslocamento forçado dos comunitários”, afirma Nosa. Ano passado, ao final do IV Encontro Trinacional de Indígenas da Bolívia, Brasil e Peru, foi pedido que o governo boliviano desistisse da construção da estrada que uniria Villa Tunari a San Ignacio de Mo

Fuente: Grito de los Excluidos/as Mesoamérica
Última modificación: 15 de julio de 2011 a las 11:50
Hay 1 comentarios
16 de julio de 2011 a las 06:35 - Por: Rene Rodriguez Cazon - (permalink)


La Presidenta Dilma , deveria anular el financiamiento a esta carretera que es un asalto a un parque nacional en Bolivia. A Presidenta Dilma teria que anular o financiamento da Estrada dentro de un Parque ecologico em Bolivia , e lamentavel que Brasil apoie a destrução da mata nativa en meu Paiz , tudo para essa estrada possa trazer mas droga del Chapare Boliviano a Brasil. A Juventude Brasileira esta se destruindo com a Droga barata que vem da Bolivia!

For security reasons you need to type the text displayed in the following image <img src_="/captcha/image/3229b45e54a7c0f607fd00584636dd039bb88c4a/" alt="captcha" class="captcha" /> <input type="hidden" name="captcha_0" value="3229b45e54a7c0f607fd00584636dd039bb88c4a" /> <input type="text" name="captcha_1" />