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Por direitos sociais, pelo direito à saúde, ao trabalho, à moradia e à estabilidade migratória

Por Trabalho, Justiça e Vida - IVº Edição da Mobilização Continental do Grito dos Excluídos/as em São Paulo

Fecha de publicación: 1 agosto, 2018

Por quarto ano consecutivo, a cidade do São Paulo realizará a jornada de Mobilização do Grito dos Excluídos Continental “Por Trabalho, Justiça e Vida”, que acontece desde 1999 em muitos países de América Latina e Caribe no dia 12 de outubro. A jornada será realizada no Parque dom Pedro, contando com uma rica programação político-cultural. Confira o texto.

Histórico do Grito

O Grito dos Excluídos nasceu em 1995 no Brasil, como resultado da ação política
de pastorais e movimentos sociais diante do empobrecimento, da violência e da injustiça históricas que vitimavam o povo brasileiro. Nasceu como uma forma de denúncia de todas as formas de exclusão e para anunciar a sociedade que queremos construir, baseada no pleno respeito dos direitos econômicos, culturais, sociais e políticos da população. Uma sociedade baseada na solidariedade e na inclusão e que não compactua com o lucro de poucos e com a miséria de muitos.

Em 1999, o Grito ganhou as Américas com a realização do 1º Grito dos Excluídos Continental “Por Trabalho, Justiça e Vida”. O Grito encontrou as gargantas dos que historicamente tiveram negada sua voz e irrompeu com força para denunciar a tragédia latino-americana e caribenha após duas décadas de hegemonia neoliberal no continente e seu rastro de violência e desigualdade. Em sua primeira edição, mais de 20 países realizaram ações de mobilização para denunciar a situação do povo, incluindo os operários, os trabalhadores e trabalhadoras do campo, as mulheres, os jovens, os povos indígenas e os migrantes, dentre outros.

O Grito nunca se propôs em ser uma ‘organização’ e sim uma mobilização auto-gestionária baseada na pedagogia do exemplo e no protagonismo dos e das excluídos/as, o que significa que ninguém fala ‘pelos’ excluídos, mas eles e elas são os protagonistas das ações. Desde a sua criação, o Grito buscou atuar como uma rede, conectando lutas e resistências através de articulações nacionais e uma coordenação continental.

Eram os anos da Aliança Social Continental e da luta contra o ALCA, da Campanha contra a Militarização das Américas e do auge do Fórum Social Mundial. O Grito foi protagonista em todos esses processos e, em 2004, lançou o Fórum Social Mundial das Migrações, junto a entidades parceiras, evento que até hoje é o principal fórum mundial que debate a realidade das migrações do ponto de vista dos próprios migrantes.

Hoje, com o cenário de retrocessos no Brasil e em toda a região, vemos os nossos direitos à saúde, educação, moradia, trabalho, terra e território, igualdade de gênero e diversidade cultural, religiosa e sexual, todos ameaçados e negados por governos golpistas ou neoliberais que se esforçam para favorecer os ricos e poderosos e submeter o povo à exclusão social. Não podemos permitir isso. Temos que fazer o Grito ecoar alto outra vez!

Um Grito de solidariedade que une os povos

Por isso, é muito importante que o Grito dos Excluídos/as se mantenha como um espaço de convergência e expressão das lutas. Queremos que esse ano o Grito faça uma mobilização muito grande que seja uma demonstração da cultura, da luta e da solidariedade que une os povos, acima do Capital.

Queremos que seja um momento de encontro de todos os Gritos, ou seja, de todas as demandas do nosso povo que busca uma vida melhor para si e para suas famílias, vizinhanças e comunidades. Queremos que seja o grito dos imigrantes, dos trabalhadores desempregados, da população em situação de rua, dos quilombolas, dos povos originários, das mulheres, dxs LGBTIQ. Um Grito por democracia, saúde, educação, dignidade. Um grito dos movimentos sociais que se solidarizam com as lutas de outros, membros de ONGs, pastorais sociais, enfim, todos aqueles que ainda lutam por trabalho, justiça e vida nesse país incrível que é o Brasil.
Que as vozes de todas as nacionalidades que convivem na cidade de São Paulo seja sentida como um grito de resistência e soberania.

O Grito dos Excluídos Continental chama para que todos e todas venham se juntar a esse ato de mobilização onde reafirmaremos que estamos aqui, que lutaremos por nossos direitos e que não vamos arredar o pé diante do retrocesso que pretendem
nos impor como sociedade.

Por direitos sociais, pelo direito à saúde, ao trabalho, à moradia e à estabilidade migratória, todos juntos no Parque Dom Pedro (SP) no dia 14 de outubro de 2018 a partir das 10 horas.

Última modificación: 1 de agosto de 2018 a las 12:07
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