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Jornada de Movilización Continental 2016

Grito pelos Direitos dos Imigrantes

Fecha de publicación: 25 octubre, 2016

Com a presença de mais de mil pessoas, realizou-se neste dia 16, o terceiro grito dos excluídos continental, na Praça Kantuta, Bairro Canindé, São Paulo, SP. Organizado pelo Centro da Apoio e Pastoral do Migrante, Grito dos Excluídos Continental e Associação Praça Kantuta, foi um momento de apresentação culturais, depoimentos, visita à exposição artística da obra do Grito dos Excluídos Continental, do muralista equatoriano, Pavel Eguez.

Após a apresentação do Grupo Caporales, coube a Luiz Bassegio falar sobre o que é o Grito, como nasceu, seus objetivos, informar em quais países o Grito está presente, e principalmente destacar que o Grito defende o acesso aos direitos, de todos os e as imigrantes.

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A imigrante boliviana Aracely Meida Urfia falou em nome das mulheres imigrantes, destacando a necessidade de as mulheres se organizarem e lutarem em favor dos direitos e contra todas as formas de violência, descriminação e também contra as situações onde ainda existe trabalho análogo ao trabalho escravo; segunda ela, cabe as imigrantes serem protagonistas destas lutas.

Rocio Sunha, imigrante peruana, destacou em seu depoimento a necessidade de uma maior integração sul-americana onde os direitos sejam promovidos e respeitados em todos os países membros desta região. Disse que o Mercosul Social e a Unasur, podem contribuir para este fim.

Como nos outros anos, foi distribuído um panfleto com o cartaz do Grito de 2016, sendo que no verso estavam escritas as principais reinvindicação dos imigrantes que se encontram vivendo no Brasil. Merecem destaque as seguintes:

  • Pelo acesso ao trabalho decente, fim da exploração dos imigrantes principalmente no ramo da costura;
  • Por uma cidadania universal, onde tenham acesso a todos os direitos, independente de raça, cor e situação administrativa;
  • Pelo fim de todas as formas de discriminação racial e de gênero e contra todas as formas de xenofobia;
  • Por uma nova lei de migração e pelo fim do atual estatuto do estrangeiro, que vem da ditadura militar e que considera os imigrantes com um tema de segurança nacional, quando não de uma ameaça;
  • Pelo acesso aos direitos sociais como educação, saúde, moradia e contra a PEC 241, a PEC da morte destes direitos;
  • Pelo direito ao voto, votar e ser votado, com a possibilidade de ampla participação política, podendo se manifestar, expressar opiniões sem ser perseguido ou criminalizado por isto;
  • Em suma, por uma integração de nossos povos, pela soberania de cada país, e pela união de todos os povos latino americanos.

Os participantes tiveram a oportunidade de visitar a obra artística do Grito. A próxima exposição da obra artística do Grito será nos dias 21 a 23, em Brasília, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães.

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Nos próximos dias 20 a 23 deste mês, se realizado o curso de formação do Grito na Nicarágua, cidade de Manágua, onde participarão os seguintes países: El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Pela secretaria continental do Grito estará presente, Paulo Illes, coordenador do CDHIC – Centro de Direitos e Cidadania dos Imigrantes e membro do Grito dos Excluídos/as Continental.

As pessoas, instituições, associações, igrejas, movimentos sociais ou universidades que queiram organizar uma exposição com a obra do Grito dos Excluídos Continental, de Pável Eguez, maior muralista latino-americano vivo, podem comunicar-se com a secretaria do Grito dos Excluídos Continental, através do e-mail: gritoexcluidos@uol.com.br

Última modificación: 25 de octubre de 2016 a las 17:00
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